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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Tratamento da Água com Ozônio

Funcionamento do Ozônio

Tratamento da Água com Ozônio

ozônio começou a ser conhecido já em 1837 e reconhecido como substância química depois de trinta anos quando sua forma triatômica foi descrita. A habilidade do ozônio para desinfecção de água foi descoberta em 1886 e em 1891 testes pilotos já eram realizados. A primeira instalação industrial de ozônio ocorreu em 1893, em Oudshoorm, na Holanda, para desinfecção na estação de tratamento de água potável da cidade.

Até 1914 o número de estações de tratamento de água utilizando ozônio cresceu e, na Europa, já havia pelo menos 49 instalações. Em 1936 o numero passou para 100 instalações na França e 140 no mundo. O cloro, sempre mais barato e mais usado sofre grande revés, quando em 1975 se descobre que gera compostos cancerígenos organoclorados, subprodutos de reações com matéria orgânica. » A principal preocupação quanto ao uso de cloro é a formação de organoclorados, os trihalometanos (THM).
moléculas de ozônio
GERAÇÃO DE OZÔNIO: ozônio é gerado quando uma corrente alternada de alta voltagem é descarregada na presença de oxigênio. O maior exemplo é o que ocorre na natureza, quando em dias de tempestade há grande produção de ozônio na atmosfera devido às elevadas descargas elétricas provenientes dos relâmpagos. O gerador de ozônio basicamente reproduz, de forma controlada e eficaz, este fenômeno natural, aliando alta tecnologia na área de materiais à eletroeletrônica avançada.
Desta forma, a geração de ozônio ocorre pelo princípio de descarga elétrica que acelera elétrons o suficiente para partir, através do impacto, as ligações da molécula de oxigênio. Os átomos livres reagem com outras moléculas de oxigênio para a formação do ozônio.
Características do Ozônio 

• O ozônio é um poderoso oxidante (1,5 vezes mais forte do que o cloro);
• é mais rápido do que o cloro na inativação de bactérias;
• não produz toxinas;
• Decompõe-se em oxigênio.
• Gás instável, incolor nas condições atmosféricas, com odor característico mesmo a baixas concentrações
• Fórmula química: O3 (Forma triatômica do oxigênio)
• Massa molecular: 48,0
• Ponto de ebulição a 1 atm: - 111,9 ºC
• Ponto de fusão a 1 atm: - 192,5 ºC
• Massa específica do gás: 2,14 g/litro
• Meia-vida em água a 20 ºC: 20 minutos

PODER DE OXIDAÇÃO RELATIVA DE SUBSTÂNCIAS DESINFETANTES

Desinfetantes
Potencial de
Oxidação(Volts)
Poder relativo de Oxidação*
Ozônio
2,07
1,52
Peróxido de hidrogênio
1,77
1,30
Hipoclorito
1,49
1,10
Cloro
1,36
1,00
* Baseado no cloro como referência (=1,00)

POTENCIAL DE OXIDAÇÃO

Oxidante
Potencial (V)
Radical hidroxila
2,8
Ozônio
2,07
Peróxido de hidrogênio
1,78
Permanganato de potássio
1,70
Hidrocloreto
1,49
Cloro
1,36
Dióxido de cloro
1,27
Oxigênio
1,23
Em relação ao cloro, tem 1,5 vezes maior poder de oxidação e dependendo da substância que está sendo atacada é até 1500 vezes mais rápido. A pressão parcial do ozônio é bastante inferior à do oxigênio, sendo facilmente absorvido pela água; 50 vezes mais rápido que o oxigênio.

Ozônio Desinfectante

Basicamente, o que diferencia o ozônio dos diversos agentes desinfetantes, é o seu mecanismo de destruição dos microorganismos. O cloro por exemplo, atua por difusão através da parede celular, para então agir sobre os elementos vitais no interior da célula, como enzimas, proteínas, DNA e RNA. O ozônio, por ser mais oxidante, age diretamente na parede celular, causando sua ruptura, demandando menor tempo de contato e tornando impossível sua reativação. Dependendo do tipo de microorganismo, o ozônio pode ser até 3.125 vezes mais rápido que o cloro na inativação celular.
Ozônio ataca, destroi Bactéria
Foto 1. Bactéria sadia; Foto 2. Parede celular da Bactéria sendo atacada pelo Ozônio; Foto 3. Oxidação da Parede celular da bactéria; Fotos 4, 5 e 6. Ruptura e destruição da bactéria.

TAXAS RELATIVAS DE DESINFECÇÃO
DESINFETANTE
CONCENTRAÇÃO
mg/l
ESCHERIC. COLI 
contagem por ml
TEMPO para 99 %
de DESINFECÇÃO
Ozônio
0,1
60.000
0,08
Cloro
0,1
60.000
250
COMPARATIVO DO COEFICIENTE DE LETALIDADE ENTRE O CLORO, DIÓXIDO DE CLORO E OZÔNIO
Objetivo
C*T índice
mg/l * min.
Refêrencia
E.Coli (>99,99 Redução)
.
Wasser-Abwasser
137(1996),No.2, Pag. 83-93
Cloro
3...4
.
Dióxido de Cloro
1,2
.
Ozônio
0,012....0,04
.
Gurdia lamblia
(>99,99 Redução)
.
Wasser-Abwasser
137(1996),No.2, Pag. 83-93
Cloro
104..122
ph=7, t= 10°C
Dióxido de Cloro
23
ph=7, t= 10°C
Ozônio
1,4
ph=7, t= 10°C
Cryptosporidium parvum
(>99,99 Reduction)
.
Wasser-Abwasser
137(1996),No.2, Pag. 83-93
Cloro
1440
ph=7, t= 10°C
Dióxido de Cloro
>120
ph=7, t= 10°C
Ozônio
>5
ph=7, t= 10°C

Aplicações do Ozônio

• água potável;
• água de resfriamento;
• efluentes de indústrias químicas e farmacêuticas;
• água de processo;
• efluente de fábrica de papel e celulose;
• redução de odor e NOX;
• processos de branqueamento;água mineral ( enxágüe de desinfecção de reatores, tanques, garrafas );
• processo de lavagem ( saladas, etc );
• tratamento de lixívia, chorume;
• efluente de indústria têxtil;
• processos de síntese;
• Branqueamento de matérias primas e produtos
• Oxidação de gases
• Desinfecção de água fresca água de processo e água de resfriamento
• Desinfecção, descoloração, desodorização e desintoxicação de efluentes e melhoria da biodegradabilidade
ozônio é freqüentemente usado no tratamento de água, de água de processo e de efluentes para desinfecção nos processos de lavagem (lavagem de frutas, legumes e verduras), desinfeção de piscinas, desinfecção de sistemas de lavagem de garrafas, remoção de ferro e manganês, melhoria de gosto e odor, eliminação de limo e depósitos em tubos, trocadores de calor, conexões, etc.

Aplicações da Tecnologia Ozônio no Tratamento de Água

Água Potável

UV | Água Potável

Aplicação de Ultravioleta em paisagismo - peixes

UV no Paisagismo

Aplicação de Ultravioleta em Água de Efluentes, Estações de Efluentes

UV em Estações
de Efluentes

Engarrafamento de Água com Ultravioleta

UV na garrafa

Água Pública

UV na Água Pública

Aplicação de Ultravioleta na Torre de refrigeramento

UV - Torre de 
refrigeramento

Ultravioleta na descloração

UV na descloração

Ultravioleta na produção de Alimentos

UV na Alimentos

Ultravioleta na produção de carne e em bebedouros de animais

UV em bebedouros
de animais


Vantagens do Ozônio

• destruição de compostos por quebra das cadeias;
• mineralização de compostos orgânicos dissolvidos, causando a sua coagulação e precipitação;
• elevação do potencial redox da água,
• auxiliar de microfloculação;
• alta reatividade contra poluentes e agrotóxicos;
• desinfecção bacteriológica;
• eliminação de AOX;
• oxidação de compostos orgânicos
• oxidação de substâncias inorgânicas como
• pequenas taxas de corrosão;
• redução de DOC (Dissolved Organic Carbon);
• redução de trialometanos (THM's)
• remoção de cor;
• remoção de ferro solúvel e manganês por oxidação;
• remoção de sabor e odor.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O Fim das Doenças com ozônio - ozônio trata tudo !

As concentrações e modo de aplicação variam de acordo com a afecção a ser tratada, já que a concentração de ozônio determina o tipo de efeito biológico e o modo de aplicação relaciona-se à sua ação no organismo. Dessa maneira, podem ser tratadas pela Ozonioterapia as patologias de origem inflamatória, infecciosa e isquêmica. Por sua habilidade de estimular a circulação, a Ozonioterapia é usada no tratamento de doenças circulatórias. Possui propriedades bactericidas, fungicidas e virustáticas, pelo que é largamente utilizada para tratamento de feridas infectadas.
O ozônio medicinal pode ser indicado para o tratamento de :
  • Problemas circulatórios
  • Diversas doenças e condições do paciente idoso
  • Doenças causadas por vírus, tais como hepatites, Herpes simples e Herpes zoster
  • Feridas infectadas quaisquer, inflamadas, de difícil cicatrização, como úlceras nas pernas, de origem vascular, arterial ou venosas (varizes), úlceras por insuficiência arterial, úlcera diabética, risco de gangrena
  • Colites e outras inflamações intestinais crônicas
  • Queimaduras
  • Hérnia de disco, protrusão discal, dores lombares
  • Dores articulares decorrentes de doenças inflamatórias crônicas.
  • Imunoativação geral.

Como terapia complementar para vários tipos de câncer
Existem algumas contraindicações para a realização da Ozonioterapia.  A principal contraindicação é deficiência da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), conhecida como favismo, em função do risco de hemólise.
Em casos de hipertireoidismo descompensado, diabetes mellitus descompensado, hipertensão arterial severa descompensada e anemia grave, é necessário que a estabilização clínica dessas situações seja realizada previamente à aplicação da Ozonioterapia.
Quais doenças são tratáveis com ozônio medicinal?
Várias doenças podem ser influenciadas positivamente ou mesmo curadas pelo ozônio. Este é um fato que é confirmado por uma série de investigações científicas e de publicações médicas. De modo geral, o ozônio medicinal é aplicado paralelamente a outros medicamentos, podendo ser utilizado como terapia complementar.  É preciso que todos saibam que o ozônio medicinal, quando utilizado de maneira correta e indicado com segurança, é valioso, prático, eficaz. Por outro lado, como aliás ocorre com qualquer tratamento ou procedimento médico, não há e nem pode haver garantia de sucesso terapêutico em 100% dos casos tratados. O sucesso variará de acordo com o estado de saúde do paciente, a frequência do tratamento do ozônio, as doses e as concentrações aplicadas, entre outros fatores.
AVISO: Nem a ABOZ nem seus colaboradores, fornecem conselhos médicos, ou  diagnósticos médicos, e não fazem nenhuma reivindicação de curas. Nenhum tratamento médico deve ser administrado apenas na base das informações disponibilizadas neste ou em outros informativos quaisquer. O site da ABOZ  destina-se a fornecer informações seguras a respeito de um tratamento que tem sido utilizado em diversos países ao longo dos últimos 70 anos.

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Diferentes métodos de ozonioterapia

Muitas décadas da experiência e estudos clínicos recentes mostraram que os seguintes métodos da aplicação são válidos para Ozonioterapia.
Aplicação sistêmica via endovenosa de oxigênio-ozonioterapia ou Autohemoterapia Maior:tratamento externo do sangue do paciente, seguido de reinfusão por via EV. O ozônio reage completa  e imediatamente com substâncias específicas nos glóbulos vermelhos e brancos do sangue, e no plasma, e desse modo ativa o seu metabolismo.
Aplicação sistêmica autóloga ou  autohemoterapia menor com ozônio : é uma aplicação, através da via intramuscular, com  sangue ozonizado.
Aplicação  tópica:  requer um sistema fechado de circulação do ozônio e um sistema de sucção conectado a um catalisador de ozônio. Uma parte do corpo, por exemplo uma perna, é colocada dentro de um bag, feito de material ozônio-resistente, cujas bordas são vedadas junto à pele.
Água bidestilada ozonizada e azeite ozonizado:  É a aplicação tópica de água  bidestilada ou de azeite previamente ozonizado, diretamente sobre áreas afetadas da pele.
Insuflação retal: é uma via sistêmica onde o ozônio é absorvido diretamente pela mucosa intestinal.
Aplicação intra-articular, para-vertebral, intra discal:  o ozônio medicinal é injetado diretamente dentro do espaço articular ou na musculatura para-vertebral ou no espaço intra-discal. Este procedimento requer treinamento especial do médico ozonioterapeuta.
IMPORTANTE: inalar ozônio é absolutamente proibido e altamente perigoso. Esta é a única via de aplicação do ozônio que não pode ser utilizada de maneira nenhuma.
A Ozonioterapia é um procedimento médico e, como tal, deve ser feita exclusivamente por um profissional qualificado, devidamente treinado e experiente. As informações fornecidas neste site são meramente informativas, com objetivo de esclarecer e  não substituir  a relação que existe entre um paciente / visitante a este site e seu médico. As informações fornecidas não substituem avaliação médica pessoal.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Ozônio na Alimentação e Agricultura

Aprenda sobre o uso do Ozônio na Agricultura e Alimentação. O ozônio devido a seu alto poder oxidante atua como um poderoso germicida e também contribui na eliminado odores, bolores, cores, alem do que não produzir subprodutos tóxicos. Tem potencial para degradação de agrotóxicos.

Agricultura Hidropônica
O ozônio é um excelente desinfetante radicular das plantas, com sua aplicação nas medidas certas ele pode garantir uma planta mais saudável. Entre os benefícios do ozônio tem-se:
Evita a proliferação de bactérias e fungos provenientes da composição da água;
Aumenta o nível de oxigênio na água.
Os equipamentos da Ozone & Life, são dimensionados de acordo o volume de água/nutriente.
Fumigação de grãos
Conservação de grãos evitando o uso de produtos agro-tóxicos. O gás ozônio em concentrações e tempos de aplicação adequados tem capacidade de eliminar os insetos presentes nos grãos, além disso, eliminam os fungos, causadores de muitas doenças em animais e humanos.
Elaboramos e desenvolvemos projetos específicos em parecerias com empresas, centros de pesquisa e universidades.

Processos de Alimentos

Relacionamos algumas aplicações específicas:
  • Limpeza de superfícies em empresas processadoras de alimentos;
  • Empacotamento de produtos frescos;
  • Engarrafadoras de água, tanto na limpeza de vasilhames como na ozonização da água;
  • Conservação de alimentos frescos, como carnes, frutas e verduras;
  • Desinfecção de água de indústrias cervejeiras e refrigerantes;
  • Desinfecção de alimentos minimamente processados.

Na agricultura

Na agricultura, o ozônio atua como um desinfetante de alto poder sem deixar resíduos tóxicos, evita a formação de algas e aumenta o nível de oxigenação d’água.
As formas de aplicação devem ser adequados a fim de ter excelentes resultados e evitar danos por causa de doses inadequadas.



quinta-feira, 27 de agosto de 2015

MITOS E REALIDADES DO OZÔNIO NO TRATAMENTO DE PISCINAS


O uso do cloro em piscinas deve ser mantido em qualquer tratamento alternativo  
O ozônio é a melhor solução para tratar piscinas pois garante, de forma ideal, o maior conforto dos banhistas  
Cuidado com os tratamentos milagrosos pois podem por em risco a saúde de quem nada  
  
  
Estamos vivendo uma fase de crescente expansão dos tratamentos complementares ou “alternativos” ao convencional uso do cloro nas piscinas, que vem acompanhada por “fórmulas milagrosas” de desinfecção da água. Empresas amadoras pregam o fim da manutenção do cloro residual livre e descartam processos importantes para a saúde das pessoas que praticam atividades aquáticas. Para garantir que todas as etapas de tratamento da água sejam feitas de forma correta e segura, é preciso que os profissionais e usuários estejam atentos e preparados tecnicamente.  
    
Por: Carlos Heise  
    
Com o forte crescimento dos tratamentos complementares (ou “alternativos”) ao uso convencional do cloro nas piscinas, temos visto muitos casos de pessoas que, às vezes, até por não terem conhecimento técnico de tratamento de águas, acham que podem simplesmente eliminar ou reduzir drasticamente o cloro de suas piscinas. Isto pode se tornar perigoso, até mesmo do ponto de vista de saúde pública. Para entendermos a razão desta afirmação, é importante conhecermos um pouco dos sistemas e métodos mais comuns oferecidos hoje ao mercado.  
  
Ozonização  
  O ozônio é o mais forte agente oxidante conhecido para uso comercial. É significativamente mais potente que o cloro, além de eliminar com mais facilidade diversos microorganismos que o cloro (nas concentrações utilizadas em piscinas) não consegue, como é o caso da Giárdia ou do Cryptosporidium (causam diarréia etc).  
  
É tido hoje como o melhor tratamento de água, não só para piscinas, mas para água de beber, sendo usado inclusive em estações municipais nos grandes centros ao redor do mundo como Paris, Montreal, Tóquio, Los Angeles e muitos outros.  
  Uma das características do ozônio (O3) é que ele é natural, formado a partir do oxigênio (O2) do ar, e da mesma forma, volta rapidamente à forma de oxigênio depois de fazer seu trabalho na oxidação das impurezas, ou seja, se o ozônio injetado na água na casa de máquinas for dimensionado corretamente, não haverá mais nada de ozônio na água que retorna à piscina.   
  Isto significa que o ozônio tratará toda a água que passa pela casa de  
máquinas, mas depois disto a água voltará para a piscina desprotegida contra qualquer contaminação. Portanto, neste caso também deverá ser mantido o cloro residual no tanque, mantendo a “proteção” contra contaminações que possam ocorrer enquanto a água não passar novamente no processo de filtração e desinfecção.  
  
É importante notar que, nas piscinas tratadas com ozônio, mesmo com o cloro residual, elimina-se totalmente os desconfortos causados pelo cloro, como ardência nos olhos, pele e cabelos ressecados. Problemas como rinite ou alergias, não são potencializados porque, na verdade o real causador destes sintomas são as cloraminas, resultados da reação do cloro com a matéria orgânica (microorganismos, urina, suor, etc) presente na água.  
  
Por esta razão, ao entrar numa piscina tratada corretamente com ozônio, o banhista tem a sensação de nadar em água de “cachoeira”, sem nenhum produto químico.  

  Ionização  
  Muitas pessoas confundem ionização com ozonização, embora sejam totalmente diferentes. Na ionização, instala-se um equipamento elétrico, na casa de máquinas, com dois eletrodos (um de prata e outro de cobre) que serão utilizados como bactericida e algicida. É importante notar que neste sistema não existe processo de oxidação da carga orgânica (excreções, peles mortas, suor, urina, etc), ou seja, é preciso manter o cloro para garantir a eficácia do tratamento.  
  
Quando utilizado corretamente, o ionizador elimina a aplicação periódica de algicida na água, pois o cobre que fica na piscina ataca as algas. Porém, esse processo não elimina as cloraminas, que causam os desconfortos ao banhista conforme citado no item anterior.  
  
A principal diferença entre a ionização e a ozonização está no fato de que a primeira não elimina as cloraminas da água e deixa metais residuais na piscina (cobre e prata).  
  
Ultravioleta  
  
O ultravioleta (UV) vem sendo difundido por algumas poucas empresas no Brasil como uma solução para piscinas, onde dizem poder eliminar praticamente todo o cloro. Esta informação não é correta e pode pôr em risco a saúde dos banhistas que estiverem utilizando esta piscina. Nos principais documentos e notas técnicas mundiais sobre tratamento de água de piscinas, é sempre explicitado de forma enfática que o UV deve ser utilizado junto com um oxidante como ozônio ou cloro.  
  
Da mesma forma que o Ionizador, o UV é apenas um bactericida e mata microorganismos. A urina, suor, excreções, pele morta e quaisquer matérias orgânicas presentes na água não serão eliminados. Isto só é feito por um processo de oxidação, por exemplo, através do cloro ou ozônio. Além disso, é importante notar que o ultravioleta é  
uma luz (em um comprimento de onda específico), ou seja, só tem ação no local onde a luz atinge – na tubulação onde está instalado na casa de máquinas – sem nenhum efeito residual. Também, se os microorganismos estiverem agrupados em colônias (o que é o mais comum) o UV eliminará apenas os que estiverem na frente. Estes, por sua vez, servirão de “escudo” para os que estiverem na parte de trás ou no meio do grupo e não tiverem contato com a luz ultravioleta.  
  
Apesar de raro, é possível encontrar piscinas de uso comercial, principalmente em pequenas academias, que não são tratadas de forma correta porque seus proprietários buscam economia de custos na redução do cloro. Economia é sempre bem-vinda, mas torna-se inadmissível quando compromete a saúde da água e das pessoas, principalmente quando as mesmas desconhecem os perigos que estão correndo ao nadar em água tratada de forma irresponsável e incorreta.  
  
Além da busca pela economia, a redução no uso do cloro acontece para dar a mesma sensação do tratamento com ozônio, ou seja, piscina sem cloraminas. Mas como o UV não é um oxidante, ele quebra apenas uma pequena parcela das cloraminas, e com um agravante: serão formadas moléculas de amônia, tóxicas ao ser humano (que depois se reconvertem em cloraminas). Então, o que se faz? Tira-se ou reduz-se o cloro para não causar este efeito, mais uma vez pondo em risco a saúde dos usuários.  
  
Isto significa que, ao reduzir drasticamente ou até mesmo, em casos extremos, retirar totalmente o cloro da piscina durante a semana, a água e os banhistas estarão totalmente desprotegidos contra possíveis contaminações.  
  
Salinização  
  
O tratamento de cloração por sal cresceu nos anos 90, como alternativa à cloração convencional, principalmente para pessoas que sofriam de rinite e outras alergias. Este processo utiliza a molécula de sal (NaCl = sódio + cloro) e, através de uma forte corrente elétrica, quebra-a em íons de cloro e sódio. Estes íons de cloro se combinam com a água e formam o ácido hipocloroso, que trata a água da piscina. As cloraminas continuam existindo, pois o cloro reage continuamente com a matéria orgânica (em concentrações menores). Ao invés de se jogar o cloro de uma só vez na piscina, ele funciona como um “dosador”, fornecendo aos poucos a quantidade de cloro necessária para a piscina.  
  
Esse processo, por si só, gera o cloro residual, dispensando dosagens externas. Mas é importante controlar bem o processo, pois é comum a formação acima do limite permitido de THM (trihalometanos) que são compostos cancerígenos formados a partir do cloro.  
  
Para o usuário, a salinização traz menos desconforto do que o tratamento de cloro convencional, exceto a sensação de “água salgada”. Já o proprietário da piscina precisa avaliar o custo-benefício das trocas periódicas dos eletrodos, usados para a geração do cloro, e do desgaste de seus equipamentos, provocado pelo “efeito maresia” do  
sal. Além disso, a água deve ser diluída em água nova de tempos em tempos para retirar os sólidos totais dissolvidos (STD), por exemplo, o sódio não utilizado e que se concentra na piscina, podendo provocar sintomas indesejáveis aos banhistas, como coceiras ou irritações em geral.   
  
  
Pelas razões expostas acima, entendemos que procedimentos de uso incorreto do cloro residual livre não podem e não devem ser aceitos pelos órgãos competentes de Vigilância Sanitária. A análise do tratamento da água é um direito de todos – como cidadãos e consumidores – e deve ser feita periodicamente para não pôr em risco a saúde da população usuária de piscinas.  
  
Lembremos ainda que, o fato de ter um “laudo laboratorial” exposto na quadro de avisos mostrando a ausência de bactérias, não é necessariamente sinal de que a piscina está tratada corretamente. É fácil entender com um exemplo: Se considerarmos uma amostra da água retirada às 6:00h (logo após uma cloração e sem uso contínuo), não havendo o tratamento correto ao longo do dia, uma segunda amostra no final do dia certamente mostrará uma forte contaminação. Ou então, em sistemas que não oxidam a matéria orgânica (como o UV e Ionizador), se não houver a cloração correta e for feita uma análise de Nitrogênio Amoniacal (indicador de matéria orgânica como urina), este trará um resultado muito superior ao aceito para uma água de piscina.   
  
Assim, gostaríamos de finalizar dizendo que cada tratamento tem suas peculiaridades, seus prós e contras. Mas, independente de qual seja o escolhido, é imprescindível garantir as condições necessárias para proteger os banhistas que estejam usando ou vão usar a piscina, ou seja, o cloro residual livre não é dispensável em piscinas tratadas com qualquer sistema.  
  
Para aqueles que quiserem se aprofundar no assunto, uma ótima referência bibliográfica, usada para amparar este texto, é o manual da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos: “EPA - Alternative Disinfectants and Oxidants Guidance Manual”.  
  
  
Carlos Heise é engenheiro e CEO da Panozon Ambiental S/A.  


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