O ozônio ou ozono, conhecido como trioxigênio ou trioxigénio segundo a nomenclatura da IUPAC, é um alótropo triatômico do oxigênio muito menos estável que o diatômico O₂. É uma molécula composta por três átomos de oxigênio. Remove: bactérias,ácaros, vírus, odores, mofo e afasta insetos
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Tratamento da Água com Ozônio
Tratamento da Água com Ozônio
O ozônio começou a ser conhecido já em 1837 e reconhecido como substância química depois de trinta anos quando sua forma triatômica foi descrita. A habilidade do ozônio para desinfecção de água foi descoberta em 1886 e em 1891 testes pilotos já eram realizados. A primeira instalação industrial de ozônio ocorreu em 1893, em Oudshoorm, na Holanda, para desinfecção na estação de tratamento de água potável da cidade.
Até 1914 o número de estações de tratamento de água utilizando ozônio cresceu e, na Europa, já havia pelo menos 49 instalações. Em 1936 o numero passou para 100 instalações na França e 140 no mundo. O cloro, sempre mais barato e mais usado sofre grande revés, quando em 1975 se descobre que gera compostos cancerígenos organoclorados, subprodutos de reações com matéria orgânica. » A principal preocupação quanto ao uso de cloro é a formação de organoclorados, os trihalometanos (THM).
GERAÇÃO DE OZÔNIO: O ozônio é gerado quando uma corrente alternada de alta voltagem é descarregada na presença de oxigênio. O maior exemplo é o que ocorre na natureza, quando em dias de tempestade há grande produção de ozônio na atmosfera devido às elevadas descargas elétricas provenientes dos relâmpagos. O gerador de ozônio basicamente reproduz, de forma controlada e eficaz, este fenômeno natural, aliando alta tecnologia na área de materiais à eletroeletrônica avançada.
Desta forma, a geração de ozônio ocorre pelo princípio de descarga elétrica que acelera elétrons o suficiente para partir, através do impacto, as ligações da molécula de oxigênio. Os átomos livres reagem com outras moléculas de oxigênio para a formação do ozônio.
Características do Ozônio
• O ozônio é um poderoso oxidante (1,5 vezes mais forte do que o cloro);
• é mais rápido do que o cloro na inativação de bactérias;
• não produz toxinas;
• Decompõe-se em oxigênio.
• Gás instável, incolor nas condições atmosféricas, com odor característico mesmo a baixas concentrações
• Fórmula química: O3 (Forma triatômica do oxigênio)
• Massa molecular: 48,0
• Ponto de ebulição a 1 atm: - 111,9 ºC
• Ponto de fusão a 1 atm: - 192,5 ºC
• Massa específica do gás: 2,14 g/litro
• Meia-vida em água a 20 ºC: 20 minutos
• O ozônio é um poderoso oxidante (1,5 vezes mais forte do que o cloro);
• é mais rápido do que o cloro na inativação de bactérias;
• não produz toxinas;
• Decompõe-se em oxigênio.
• Gás instável, incolor nas condições atmosféricas, com odor característico mesmo a baixas concentrações
• Fórmula química: O3 (Forma triatômica do oxigênio)
• Massa molecular: 48,0
• Ponto de ebulição a 1 atm: - 111,9 ºC
• Ponto de fusão a 1 atm: - 192,5 ºC
• Massa específica do gás: 2,14 g/litro
• Meia-vida em água a 20 ºC: 20 minutos
PODER DE OXIDAÇÃO RELATIVA DE SUBSTÂNCIAS DESINFETANTES
Desinfetantes
Potencial de
Oxidação(Volts)
Poder relativo de Oxidação*
Ozônio
2,07
1,52
Peróxido de hidrogênio
1,77
1,30
Hipoclorito
1,49
1,10
Cloro
1,36
1,00
* Baseado no cloro como referência (=1,00)
| Desinfetantes |
Potencial de
Oxidação(Volts) |
Poder relativo de Oxidação*
|
| Ozônio |
2,07
|
1,52
|
| Peróxido de hidrogênio |
1,77
|
1,30
|
| Hipoclorito |
1,49
|
1,10
|
| Cloro |
1,36
|
1,00
|
POTENCIAL DE OXIDAÇÃO
Oxidante
Potencial (V)
Radical hidroxila
2,8
Ozônio
2,07
Peróxido de hidrogênio
1,78
Permanganato de potássio
1,70
Hidrocloreto
1,49
Cloro
1,36
Dióxido de cloro
1,27
Oxigênio
1,23
Em relação ao cloro, tem 1,5 vezes maior poder de oxidação e dependendo da substância que está sendo atacada é até 1500 vezes mais rápido. A pressão parcial do ozônio é bastante inferior à do oxigênio, sendo facilmente absorvido pela água; 50 vezes mais rápido que o oxigênio.
| Oxidante |
Potencial (V)
|
| Radical hidroxila |
2,8
|
| Ozônio |
2,07
|
| Peróxido de hidrogênio |
1,78
|
| Permanganato de potássio |
1,70
|
| Hidrocloreto |
1,49
|
| Cloro |
1,36
|
| Dióxido de cloro |
1,27
|
| Oxigênio |
1,23
|
Ozônio Desinfectante
Basicamente, o que diferencia o ozônio dos diversos agentes desinfetantes, é o seu mecanismo de destruição dos microorganismos. O cloro por exemplo, atua por difusão através da parede celular, para então agir sobre os elementos vitais no interior da célula, como enzimas, proteínas, DNA e RNA. O ozônio, por ser mais oxidante, age diretamente na parede celular, causando sua ruptura, demandando menor tempo de contato e tornando impossível sua reativação. Dependendo do tipo de microorganismo, o ozônio pode ser até 3.125 vezes mais rápido que o cloro na inativação celular.
Foto 1. Bactéria sadia; Foto 2. Parede celular da Bactéria sendo atacada pelo Ozônio; Foto 3. Oxidação da Parede celular da bactéria; Fotos 4, 5 e 6. Ruptura e destruição da bactéria.
TAXAS RELATIVAS DE DESINFECÇÃO
DESINFETANTE
CONCENTRAÇÃO
mg/l
ESCHERIC. COLI
contagem por ml
TEMPO para 99 %
de DESINFECÇÃO
Ozônio
0,1
60.000
0,08
Cloro
0,1
60.000
250
COMPARATIVO DO COEFICIENTE DE LETALIDADE ENTRE O CLORO, DIÓXIDO DE CLORO E OZÔNIO
Objetivo
C*T índice
mg/l * min.
Refêrencia
E.Coli (>99,99 Redução)
.
Wasser-Abwasser
137(1996),No.2, Pag. 83-93
Cloro
3...4
.
Dióxido de Cloro
1,2
.
Ozônio
0,012....0,04
.
Gurdia lamblia
(>99,99 Redução)
.
Wasser-Abwasser
137(1996),No.2, Pag. 83-93
Cloro
104..122
ph=7, t= 10°C
Dióxido de Cloro
23
ph=7, t= 10°C
Ozônio
1,4
ph=7, t= 10°C
Cryptosporidium parvum
(>99,99 Reduction)
.
Wasser-Abwasser
137(1996),No.2, Pag. 83-93
Cloro
1440
ph=7, t= 10°C
Dióxido de Cloro
>120
ph=7, t= 10°C
Ozônio
>5
ph=7, t= 10°C
TAXAS RELATIVAS DE DESINFECÇÃO
DESINFETANTE
|
CONCENTRAÇÃO
mg/l |
ESCHERIC. COLI
contagem por ml |
TEMPO para 99 %
de DESINFECÇÃO |
Ozônio
|
0,1
|
60.000
|
0,08
|
Cloro
|
0,1
|
60.000
|
250
|
Objetivo
|
C*T índice
mg/l * min. |
Refêrencia
|
E.Coli (>99,99 Redução)
|
.
|
Wasser-Abwasser
137(1996),No.2, Pag. 83-93 |
| Cloro |
3...4
|
.
|
| Dióxido de Cloro |
1,2
|
.
|
| Ozônio |
0,012....0,04
|
.
|
Gurdia lamblia
(>99,99 Redução) |
.
|
Wasser-Abwasser
137(1996),No.2, Pag. 83-93 |
| Cloro |
104..122
|
ph=7, t= 10°C
|
| Dióxido de Cloro |
23
|
ph=7, t= 10°C
|
| Ozônio |
1,4
|
ph=7, t= 10°C
|
Cryptosporidium parvum
(>99,99 Reduction) |
.
|
Wasser-Abwasser
137(1996),No.2, Pag. 83-93 |
| Cloro |
1440
|
ph=7, t= 10°C
|
| Dióxido de Cloro |
>120
|
ph=7, t= 10°C
|
| Ozônio |
>5
|
ph=7, t= 10°C
|
Aplicações do Ozônio
• água potável;
• água de resfriamento;
• efluentes de indústrias químicas e farmacêuticas;
• água de processo;
• efluente de fábrica de papel e celulose;
• redução de odor e NOX;
• processos de branqueamento;água mineral ( enxágüe de desinfecção de reatores, tanques, garrafas );
• processo de lavagem ( saladas, etc );
• tratamento de lixívia, chorume;
• efluente de indústria têxtil;
• processos de síntese;
• Branqueamento de matérias primas e produtos
• Oxidação de gases
• Desinfecção de água fresca água de processo e água de resfriamento
• Desinfecção, descoloração, desodorização e desintoxicação de efluentes e melhoria da biodegradabilidade
O ozônio é freqüentemente usado no tratamento de água, de água de processo e de efluentes para desinfecção nos processos de lavagem (lavagem de frutas, legumes e verduras), desinfeção de piscinas, desinfecção de sistemas de lavagem de garrafas, remoção de ferro e manganês, melhoria de gosto e odor, eliminação de limo e depósitos em tubos, trocadores de calor, conexões, etc.
• água de resfriamento;
• efluentes de indústrias químicas e farmacêuticas;
• água de processo;
• efluente de fábrica de papel e celulose;
• redução de odor e NOX;
• processos de branqueamento;água mineral ( enxágüe de desinfecção de reatores, tanques, garrafas );
• processo de lavagem ( saladas, etc );
• tratamento de lixívia, chorume;
• efluente de indústria têxtil;
• processos de síntese;
• Branqueamento de matérias primas e produtos
• Oxidação de gases
• Desinfecção de água fresca água de processo e água de resfriamento
• Desinfecção, descoloração, desodorização e desintoxicação de efluentes e melhoria da biodegradabilidade
Aplicações da Tecnologia Ozônio no Tratamento de Água
UV | Água Potável
UV no Paisagismo
UV em Estações
de Efluentes
UV na garrafa
UV na Água Pública
UV - Torre de
refrigeramento
UV na descloração
UV na Alimentos
UV em bebedouros
de animais
Vantagens do Ozônio
• destruição de compostos por quebra das cadeias;
• mineralização de compostos orgânicos dissolvidos, causando a sua coagulação e precipitação;
• elevação do potencial redox da água,
• auxiliar de microfloculação;
• alta reatividade contra poluentes e agrotóxicos;
• desinfecção bacteriológica;
• eliminação de AOX;
• oxidação de compostos orgânicos
• oxidação de substâncias inorgânicas como
• pequenas taxas de corrosão;
• redução de DOC (Dissolved Organic Carbon);
• redução de trialometanos (THM's)
• remoção de cor;
• remoção de ferro solúvel e manganês por oxidação;
• remoção de sabor e odor.
• mineralização de compostos orgânicos dissolvidos, causando a sua coagulação e precipitação;
• elevação do potencial redox da água,
• auxiliar de microfloculação;
• alta reatividade contra poluentes e agrotóxicos;
• desinfecção bacteriológica;
• eliminação de AOX;
• oxidação de compostos orgânicos
• oxidação de substâncias inorgânicas como
• pequenas taxas de corrosão;
• redução de DOC (Dissolved Organic Carbon);
• redução de trialometanos (THM's)
• remoção de cor;
• remoção de ferro solúvel e manganês por oxidação;
• remoção de sabor e odor.
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
O Fim das Doenças com ozônio - ozônio trata tudo !
As concentrações e modo de aplicação variam de acordo com a
afecção a ser tratada, já que a concentração de ozônio determina o tipo de
efeito biológico e o modo de aplicação relaciona-se à sua ação no organismo.
Dessa maneira, podem ser tratadas pela Ozonioterapia as patologias de origem
inflamatória, infecciosa e isquêmica. Por sua habilidade de estimular a
circulação, a Ozonioterapia é usada no tratamento de doenças circulatórias.
Possui propriedades bactericidas, fungicidas e virustáticas, pelo que é largamente
utilizada para tratamento de feridas infectadas.
O ozônio medicinal pode ser indicado para o tratamento de :
- Problemas circulatórios
- Diversas doenças e condições do paciente idoso
- Doenças causadas por vírus, tais como hepatites, Herpes simples e Herpes zoster
- Feridas infectadas quaisquer, inflamadas, de difícil cicatrização, como úlceras nas pernas, de origem vascular, arterial ou venosas (varizes), úlceras por insuficiência arterial, úlcera diabética, risco de gangrena
- Colites e outras inflamações intestinais crônicas
- Queimaduras
- Hérnia de disco, protrusão discal, dores lombares
- Dores articulares decorrentes de doenças inflamatórias crônicas.
- Imunoativação geral.
Como terapia complementar para vários tipos de câncer
Existem algumas contraindicações para a realização da
Ozonioterapia. A principal contraindicação é deficiência da enzima
Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), conhecida como favismo, em função do
risco de hemólise.
Em casos de hipertireoidismo descompensado, diabetes
mellitus descompensado, hipertensão arterial severa descompensada e anemia
grave, é necessário que a estabilização clínica dessas situações seja realizada
previamente à aplicação da Ozonioterapia.
Quais doenças são tratáveis com ozônio medicinal?
Várias doenças podem ser influenciadas positivamente ou
mesmo curadas pelo ozônio. Este é um fato que é confirmado por uma série de
investigações científicas e de publicações médicas. De modo geral, o ozônio
medicinal é aplicado paralelamente a outros medicamentos, podendo ser utilizado
como terapia complementar. É preciso que todos saibam que o ozônio
medicinal, quando utilizado de maneira correta e indicado com segurança, é
valioso, prático, eficaz. Por outro lado, como aliás ocorre com qualquer
tratamento ou procedimento médico, não há e nem pode haver garantia de sucesso
terapêutico em 100% dos casos tratados. O sucesso variará de acordo com o
estado de saúde do paciente, a frequência do tratamento do ozônio, as doses e
as concentrações aplicadas, entre outros fatores.
AVISO: Nem a ABOZ nem seus colaboradores, fornecem
conselhos médicos, ou diagnósticos médicos, e não fazem nenhuma
reivindicação de curas. Nenhum tratamento médico deve ser administrado apenas
na base das informações disponibilizadas neste ou em outros informativos quaisquer.
O site da ABOZ destina-se a fornecer informações seguras a respeito de um
tratamento que tem sido utilizado em diversos países ao longo dos últimos 70
anos.
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Diferentes métodos de ozonioterapia
Muitas décadas da experiência e estudos clínicos recentes mostraram que os seguintes métodos da aplicação são válidos para Ozonioterapia.
Aplicação sistêmica via endovenosa de oxigênio-ozonioterapia ou Autohemoterapia Maior:tratamento externo do sangue do paciente, seguido de reinfusão por via EV. O ozônio reage completa e imediatamente com substâncias específicas nos glóbulos vermelhos e brancos do sangue, e no plasma, e desse modo ativa o seu metabolismo.
Aplicação sistêmica autóloga ou autohemoterapia menor com ozônio : é uma aplicação, através da via intramuscular, com sangue ozonizado.
Aplicação tópica: requer um sistema fechado de circulação do ozônio e um sistema de sucção conectado a um catalisador de ozônio. Uma parte do corpo, por exemplo uma perna, é colocada dentro de um bag, feito de material ozônio-resistente, cujas bordas são vedadas junto à pele.
Água bidestilada ozonizada e azeite ozonizado: É a aplicação tópica de água bidestilada ou de azeite previamente ozonizado, diretamente sobre áreas afetadas da pele.
Insuflação retal: é uma via sistêmica onde o ozônio é absorvido diretamente pela mucosa intestinal.
Aplicação intra-articular, para-vertebral, intra discal: o ozônio medicinal é injetado diretamente dentro do espaço articular ou na musculatura para-vertebral ou no espaço intra-discal. Este procedimento requer treinamento especial do médico ozonioterapeuta.
IMPORTANTE: inalar ozônio é absolutamente proibido e altamente perigoso. Esta é a única via de aplicação do ozônio que não pode ser utilizada de maneira nenhuma.
A Ozonioterapia é um procedimento médico e, como tal, deve ser feita exclusivamente por um profissional qualificado, devidamente treinado e experiente. As informações fornecidas neste site são meramente informativas, com objetivo de esclarecer e não substituir a relação que existe entre um paciente / visitante a este site e seu médico. As informações fornecidas não substituem avaliação médica pessoal.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015
Ozônio na Alimentação e Agricultura
Aprenda sobre o uso do Ozônio na
Agricultura e Alimentação. O ozônio devido a seu alto poder oxidante atua como
um poderoso germicida e também contribui na eliminado odores, bolores, cores,
alem do que não produzir subprodutos tóxicos. Tem potencial para degradação de
agrotóxicos.
Agricultura Hidropônica
O ozônio é um excelente desinfetante
radicular das plantas, com sua aplicação nas medidas certas ele pode garantir
uma planta mais saudável. Entre os benefícios do ozônio tem-se:
Evita a proliferação de bactérias e fungos
provenientes da composição da água;
Aumenta o nível de oxigênio na água.
Os equipamentos da Ozone & Life, são
dimensionados de acordo o volume de água/nutriente.
Fumigação de grãos
Conservação de grãos evitando o uso de
produtos agro-tóxicos. O gás ozônio em concentrações e tempos de aplicação
adequados tem capacidade de eliminar os insetos presentes nos grãos, além
disso, eliminam os fungos, causadores de muitas doenças em animais e humanos.
Elaboramos e desenvolvemos projetos
específicos em parecerias com empresas, centros de pesquisa e universidades.
Processos de Alimentos
Relacionamos algumas aplicações
específicas:
- Limpeza de superfícies em empresas processadoras de alimentos;
- Empacotamento de produtos frescos;
- Engarrafadoras de água, tanto na limpeza de vasilhames como na ozonização da água;
- Conservação de alimentos frescos, como carnes, frutas e verduras;
- Desinfecção de água de indústrias cervejeiras e refrigerantes;
- Desinfecção de alimentos minimamente processados.
Na agricultura
Na agricultura, o ozônio atua como um
desinfetante de alto poder sem deixar resíduos tóxicos, evita a formação de
algas e aumenta o nível de oxigenação d’água.
As formas de aplicação devem ser adequados
a fim de ter excelentes resultados e evitar danos por causa de doses
inadequadas.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
MITOS E REALIDADES DO OZÔNIO NO TRATAMENTO DE PISCINAS
O uso do cloro em
piscinas deve ser mantido em qualquer tratamento alternativo
O ozônio é a melhor solução para tratar
piscinas pois garante, de forma ideal, o maior conforto dos banhistas
Cuidado com os tratamentos milagrosos pois
podem por em risco a saúde de quem nada
Estamos vivendo uma fase de crescente
expansão dos tratamentos complementares ou “alternativos” ao convencional uso
do cloro nas piscinas, que vem acompanhada por “fórmulas milagrosas” de
desinfecção da água. Empresas amadoras pregam o fim da manutenção do cloro
residual livre e descartam processos importantes para a saúde das pessoas que
praticam atividades aquáticas. Para garantir que todas as etapas de tratamento
da água sejam feitas de forma correta e segura, é preciso que os profissionais
e usuários estejam atentos e preparados tecnicamente.
Por: Carlos Heise
Com o forte crescimento dos tratamentos
complementares (ou “alternativos”) ao uso convencional do cloro nas piscinas,
temos visto muitos casos de pessoas que, às vezes, até por não terem
conhecimento técnico de tratamento de águas, acham que podem simplesmente
eliminar ou reduzir drasticamente o cloro de suas piscinas. Isto pode se tornar
perigoso, até mesmo do ponto de vista de saúde pública. Para entendermos a
razão desta afirmação, é importante conhecermos um pouco dos sistemas e métodos
mais comuns oferecidos hoje ao mercado.
Ozonização
O ozônio é
o mais forte agente oxidante conhecido para uso comercial. É significativamente mais potente que o cloro, além de eliminar com
mais facilidade diversos microorganismos que o cloro (nas
concentrações utilizadas em piscinas) não consegue, como é o caso da
Giárdia ou do Cryptosporidium (causam diarréia etc).
É tido hoje como o melhor tratamento
de água, não só para piscinas, mas para água de beber, sendo usado inclusive em
estações municipais nos grandes centros ao redor do mundo como Paris,
Montreal, Tóquio, Los Angeles e muitos outros.
Uma das
características do ozônio (O3) é que ele é natural, formado a partir do
oxigênio (O2) do ar, e da mesma forma, volta rapidamente à forma de oxigênio
depois de fazer seu trabalho na oxidação das impurezas, ou seja, se o
ozônio injetado na água na casa de máquinas for dimensionado corretamente, não
haverá mais nada de ozônio na água que retorna à piscina.
Isto
significa que o ozônio tratará toda a água que passa pela casa de
máquinas, mas depois disto a água voltará
para a piscina desprotegida contra qualquer contaminação. Portanto, neste
caso também deverá ser mantido o cloro residual no tanque, mantendo a
“proteção” contra contaminações que possam ocorrer enquanto a água não passar
novamente no processo de filtração e desinfecção.
É importante notar que, nas piscinas
tratadas com ozônio, mesmo com o cloro residual, elimina-se totalmente os
desconfortos causados pelo cloro, como ardência nos olhos, pele e cabelos
ressecados. Problemas como rinite ou alergias, não são potencializados porque,
na verdade o real causador destes sintomas são as cloraminas, resultados da
reação do cloro com a matéria orgânica (microorganismos, urina, suor, etc)
presente na água.
Por esta razão, ao entrar numa piscina
tratada corretamente com ozônio, o banhista tem a sensação de nadar em água de
“cachoeira”, sem nenhum produto químico.
Ionização
Muitas
pessoas confundem ionização com ozonização, embora sejam totalmente diferentes.
Na ionização, instala-se um equipamento elétrico, na
casa de máquinas, com dois eletrodos (um de prata e outro de cobre) que serão
utilizados como bactericida e algicida. É importante notar que neste
sistema não existe processo de oxidação da carga orgânica (excreções, peles
mortas, suor, urina, etc), ou seja, é preciso manter o cloro para garantir
a eficácia do tratamento.
Quando utilizado corretamente, o ionizador elimina
a aplicação periódica de algicida na água, pois o cobre que fica na
piscina ataca as algas. Porém, esse processo não elimina as cloraminas, que
causam os desconfortos ao banhista conforme citado no item anterior.
A principal diferença entre a ionização e a
ozonização está no fato de que a primeira não elimina as cloraminas da água e
deixa metais residuais na piscina (cobre e prata).
Ultravioleta
O ultravioleta (UV) vem sendo difundido por
algumas poucas empresas no Brasil como uma solução para piscinas, onde dizem
poder eliminar praticamente todo o cloro. Esta informação não é correta e
pode pôr em risco a saúde dos banhistas que estiverem utilizando esta piscina.
Nos principais documentos e notas técnicas mundiais sobre tratamento de água de
piscinas, é sempre explicitado de forma enfática que o UV deve ser utilizado
junto com um oxidante como ozônio ou cloro.
Da mesma forma que o Ionizador, o UV é
apenas um bactericida e mata microorganismos. A urina, suor,
excreções, pele morta e quaisquer matérias orgânicas presentes na
água não serão eliminados. Isto só é feito por um processo de oxidação, por
exemplo, através do cloro ou ozônio. Além disso, é importante notar que o
ultravioleta é
uma luz (em um comprimento de onda
específico), ou seja, só tem ação no local onde a luz atinge – na
tubulação onde está instalado na casa de máquinas – sem nenhum efeito
residual. Também, se os microorganismos estiverem agrupados em
colônias (o que é o mais comum) o UV eliminará apenas os que estiverem na
frente. Estes, por sua vez, servirão de “escudo” para os que estiverem na parte
de trás ou no meio do grupo e não tiverem contato com a luz ultravioleta.
Apesar de raro, é possível encontrar
piscinas de uso comercial, principalmente em pequenas academias, que não são
tratadas de forma correta porque seus proprietários buscam economia de custos
na redução do cloro. Economia é sempre bem-vinda, mas torna-se inadmissível quando compromete a saúde da
água e das pessoas, principalmente quando as mesmas desconhecem os perigos que
estão correndo ao nadar em água tratada de forma irresponsável e
incorreta.
Além da busca pela economia, a redução no
uso do cloro acontece para dar a mesma sensação do tratamento com ozônio, ou
seja, piscina sem cloraminas. Mas como o UV não é um oxidante, ele quebra
apenas uma pequena parcela das cloraminas, e com um agravante: serão formadas
moléculas de amônia, tóxicas ao ser humano (que depois se reconvertem em
cloraminas). Então, o que se faz? Tira-se ou reduz-se o cloro para não causar
este efeito, mais uma vez pondo em risco a saúde dos usuários.
Isto significa que, ao reduzir
drasticamente ou até mesmo, em casos extremos, retirar totalmente o cloro da
piscina durante a semana, a água e os banhistas estarão totalmente
desprotegidos contra possíveis contaminações.
Salinização
O tratamento de cloração por sal cresceu
nos anos 90, como alternativa à cloração convencional, principalmente para
pessoas que sofriam de rinite e outras alergias. Este processo utiliza a
molécula de sal (NaCl = sódio + cloro) e, através de uma forte corrente
elétrica, quebra-a em íons de cloro e sódio. Estes íons de cloro se combinam
com a água e formam o ácido hipocloroso, que trata a água da piscina. As
cloraminas continuam existindo, pois o cloro reage continuamente com a matéria
orgânica (em concentrações menores). Ao invés de se jogar o cloro de uma só vez
na piscina, ele funciona como um “dosador”, fornecendo aos poucos a quantidade
de cloro necessária para a piscina.
Esse processo, por si só, gera o cloro
residual, dispensando dosagens externas. Mas é importante controlar bem o
processo, pois é comum a formação acima do limite permitido de THM (trihalometanos)
que são compostos cancerígenos formados a partir do cloro.
Para o usuário, a salinização traz menos
desconforto do que o tratamento de cloro convencional, exceto a sensação de
“água salgada”. Já o proprietário da piscina precisa avaliar o custo-benefício
das trocas periódicas dos eletrodos, usados para a geração do cloro, e do
desgaste de seus equipamentos, provocado pelo “efeito maresia” do
sal. Além disso, a água deve ser diluída em
água nova de tempos em tempos para retirar os sólidos totais dissolvidos (STD),
por exemplo, o sódio não utilizado e que se concentra na piscina, podendo
provocar sintomas indesejáveis aos banhistas, como coceiras ou irritações em
geral.
Pelas razões expostas acima, entendemos que
procedimentos de uso incorreto do cloro residual livre não podem e não devem
ser aceitos pelos órgãos competentes de Vigilância Sanitária. A análise do
tratamento da água é um direito de todos – como cidadãos e
consumidores – e deve ser feita periodicamente para não pôr em risco
a saúde da população usuária de piscinas.
Lembremos ainda que, o fato de ter um
“laudo laboratorial” exposto na quadro de avisos mostrando a ausência de
bactérias, não é necessariamente sinal de que a piscina está tratada
corretamente. É fácil entender com um exemplo: Se considerarmos uma amostra da
água retirada às 6:00h (logo após uma cloração e sem uso contínuo), não havendo
o tratamento correto ao longo do dia, uma segunda amostra no final do dia
certamente mostrará uma forte contaminação. Ou então, em sistemas que não
oxidam a matéria orgânica (como o UV e Ionizador), se não houver a
cloração correta e for feita uma análise de Nitrogênio Amoniacal (indicador de
matéria orgânica como urina), este trará um resultado muito superior ao aceito
para uma água de piscina.
Assim, gostaríamos de finalizar dizendo que
cada tratamento tem suas peculiaridades, seus prós e contras. Mas, independente
de qual seja o escolhido, é imprescindível garantir as condições necessárias
para proteger os banhistas que estejam usando ou vão usar a piscina, ou seja, o
cloro residual livre não é dispensável em piscinas tratadas com qualquer
sistema.
Para aqueles que quiserem se aprofundar no
assunto, uma ótima referência bibliográfica, usada para amparar este texto, é o
manual da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos: “EPA - Alternative Disinfectants and Oxidants Guidance Manual”.
Carlos Heise é engenheiro e CEO
da Panozon Ambiental S/A.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2015
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